
Este ano foi uma montanha-russa. Uma surpresa, certamente, mas também muito cansativo e esgotante. Apesar da carga horário menos pesada do que o que estava habituada, este ano requereu de mim mais do que pensei que fosse capaz de dar.
Não houve nenhum período no qual chegasse ao fim sem entrar em colapso nervoso, sem ficar com um humor terrível ou sem deixar de ter vontade de falar com as pessoas. Houve dias em que parecia que ia apenas fazer uma vista à escola e em que a motivação e vontade faltavam e decresciam ainda mais. Para além disso muitas vezes senti que o meu esforço não foi recompensado e que as minhas ações de nada valeram.
Tenho, porém, a certeza que fiz amigos, consolidei amizades e aprendi a confiar e a contar coisas da minha vida a pessoas novas e diferentes. Tornei-me numa pessoa diferente, espero que para melhor, e sinto que evolui em muitos sentidos. Ainda não consigo dizer não a ninguém, nem ser rude ou deixar de me importar com as coisas; a minha vertente idiota e demasiado preocupada continua aqui, como acho que acontecerá para sempre, mas vejo me melhor a relevar e aceitar o mundo, com todas as suas brigas.
Foi só o início. podem vir dizer que os outros anos são piores, que este só serve para a média, que o pessoal do secundário até vai tremer quando chegar à faculdade, mas tudo a seu tempo. E agora, mais do que nunca, interessa-me viver cada dia e aproveitar ao máximo. As mudanças são graduais e cada uma tem uma função e objetivo específico.
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