
A segunda guerra mundial não é indiferente
a ninguém. Todos nós, cidadãos do mundo temos consciência da atrocidade do
holocausto e do sofrimento dos judeus infligido pela Alemanha nazi. Mas as
guerras têm muitas faces e uma das que nos esquecemos muito frequentemente é a
humana. Nem tudo é estratégia, nem tudo são avanços e recuos de peões num jogo
de xadrez. No campo de batalha estiveram milhares de homens que foram
despersonificados para agirem como coisas e peças de um jogo. No entanto, cada
um deles era filho de alguém, irmão de alguém, pai de alguém e muitos perderam
a oportunidade de o ser para lutarem numa guerra que não era a deles.
Quando vemos as notícias sobre um massacre
ou um homicídio sentimos pena, mas depois de cinco segundos a pensar sobre
aquilo voltamos á nossa vida normal, esquecendo a dor e o sofrimento daqueles
que vão e daqueles que ficam. Temos de construir a nossa vida à luz de boas
energias mas não podemos simplesmente ignorar e tolerar as injustiças e os
infortúnios do mundo.
A batalha de Dunquerque foi mais conhecida
pela retirada dos militares da praia com a ajuda de pequenas embarcações. A
nação uniu-se para salvar a vida de milhares de soldados, o que foi para mim a
parte mais tocante desta história. Contudo, os combatentes foram recebidos como
fugitivos e cobardes pelo seu próprio governo e totalmente desmotivados para
combaterem novamente pela sua nação.
As paisagens do filme são lindíssimas, o
enredo é, mais uma vez, cativante por ser verídico e todo o filme foi muito bem
articulado de maneira a mostrar várias perspectivas sobre a guerra (em terra,
no mar e no ar). Não foi ignorada, de todo, a importância dos pilotos das
forças aéreas na evasão nem os sacrifícios dos soldados para poderem voltar
para casa.
É necessário não esquecer e o filme é uma
ótima maneira de consciencializar para as tragédias da WWII.
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