27/07/2018

FILMES | Dunkirk

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A segunda guerra mundial não é indiferente a ninguém. Todos nós, cidadãos do mundo temos consciência da atrocidade do holocausto e do sofrimento dos judeus infligido pela Alemanha nazi. Mas as guerras têm muitas faces e uma das que nos esquecemos muito frequentemente é a humana. Nem tudo é estratégia, nem tudo são avanços e recuos de peões num jogo de xadrez. No campo de batalha estiveram milhares de homens que foram despersonificados para agirem como coisas e peças de um jogo. No entanto, cada um deles era filho de alguém, irmão de alguém, pai de alguém e muitos perderam a oportunidade de o ser para lutarem numa guerra que não era a deles. 
Quando vemos as notícias sobre um massacre ou um homicídio sentimos pena, mas depois de cinco segundos a pensar sobre aquilo voltamos á nossa vida normal, esquecendo a dor e o sofrimento daqueles que vão e daqueles que ficam. Temos de construir a nossa vida à luz de boas energias mas não podemos simplesmente ignorar e tolerar as injustiças e os infortúnios do mundo.
A batalha de Dunquerque foi mais conhecida pela retirada dos militares da praia com a ajuda de pequenas embarcações. A nação uniu-se para salvar a vida de milhares de soldados, o que foi para mim a parte mais tocante desta história. Contudo, os combatentes foram recebidos como fugitivos e cobardes pelo seu próprio governo e totalmente desmotivados para combaterem novamente pela sua nação.
As paisagens do filme são lindíssimas, o enredo é, mais uma vez, cativante por ser verídico e todo o filme foi muito bem articulado de maneira a mostrar várias perspectivas sobre a guerra (em terra, no mar e no ar). Não foi ignorada, de todo, a importância dos pilotos das forças aéreas na evasão nem os sacrifícios dos soldados para poderem voltar para casa.
É necessário não esquecer e o filme é uma ótima maneira de consciencializar para as tragédias da WWII.

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