
(ou 5 desculpas que eu arranjei
para ainda comer carne apesar de não concordar com a ideologia)
É certo e sabido por todos que o
meu professor de filosofia não é, de todo vegetariano. Tudo bem, ninguém o obriga
mas esta situação levantou discussão entre alguns colegas da minha turma na
qual eu era a única que demonstrava interesse por seguir um dia o caminho de
uma vida mais cruelity free, “não trocava uma picanha por nada” diziam eles.
Podia apontar as razões pelas quais quero ser vegetariana ou mostrar vídeos de animais
a serem mortos, escaldados, cortados e todo o tipo de atrocidades. Mas sou uma
pessoa de atos pelo que me sinto hipócrita a repudiar o consumo de carne quando
tomo parte nele.
Então estas são as condicionantes
que me impedem de seguir uma dieta vegetariana:
1-
Não sou independente: Isto é muito importante,
não sou eu que ganho dinheiro nem que faço as compras ou giro os recursos da
casa. É por isso impossível adquirir tudo o que é necessário para ser
vegetariana porque acaba por ficar mais caro e não me sinto no direito de
sujeitar os meus pais a ainda mais um encargo.
2-
Sou atleta: eu sei, há atletas muito fortes que
são vegan ou vegetarianos mas esses têm um acompanhamento profissional a nível
da nutrição e utilizam também suplementos e outro tipo de apêndices não típicos
da alimentação mediterrânea que não estão ao meu alcance neste momento.
3-
A minha mãe cozinha para mim e não sinto que posso
nem devo obriga-la a fazer uma comida diferente para mim em relação ao resto da
minha família. Quando cozinho para mim, aí sim, posso optar pelos vegetais,
feijões e ovos sem me sentir um encargo extra.
4-
Vivo num meio em que não há muita opção de
escolha: ser vegetariano pode até ser fácil a cozinhar em casa ou a comer fora
em Lisboa ou no Porto mas num meio pequeno como o meu, cuja maioria dos
restaurantes é tradicional e serve os pratos mais típicos de carne portugueses
é muito dificíl e trabalhoso. E ainda não estou pronta para ter de pedir pratos
diferentes da carta sempre que vá almoçar com os meus amigos.
5-
Tenho medo
de falhar. Sim. Tenho. Posso ter de ceder um dia e comer um esparguete à
bolonhesa porque é tudo o que há num torneio ou numa viagem e não estou pronta
para sentir que falhei um dos meus objetivos de vida. Ainda. Um dia talvez enfrente
esse demónio do medo de falhar mas por agora não arrisco.
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