24/05/2023


Isto é um texto de amor. 

Li num livro algures várias passagens sobre o amor em todos os contextos da vida. Amor romântico, Amor de Amizade, Amor Próprio. Como todos estes são partes do mesmo todo e como este todo é que deveria ocupar a nossa vida, e não só uma das partes.

Amor para mim também é isto, é o planar de uma gaivota na janela do meu quarto, é uma melodia calma com uma bateria e um piano por trás, é o ecrã do meu livro à primeira luz de todas as manhãs antes de rebentar a bolha da realidade. Amor é a ferramenta, o modo de enfrentar a vida de maneira mais bonita nos dias em que o mundo parece desabar.

Amor é o à vontade para enviar uma mensagem em momentos de fragilidade em que não quero admitir que preciso de ajuda. É uma chamada onde não tenho nada para dizer e ocupo o tempo de quem está do lado de lá. Amor é perceber que preciso de mim como dos outros e que não posso ter medo de ser um esturbilho para as pessoas de quem gosto.

Amor são várias pessoas, vários dias, inúmeros sentimentos e momentos. Amor é a reflexão, a abstração, a meditação e o conforto. Quando tive sorte, encontrei este amor numa pessoa, mas ainda pego nele todos os dias um pouco pelo meu caminho, nas coisas bonitas da vida.

Há dias em que não nos achamos merecedores de amor, da felicidade de viver e estar vivo e aproveitar os segundos com propósito. São estas situações em que o amor são pessoas, abraços e o calor dos carinhos.

Da mesma forma que dá trabalho manter uma relação romântico ou de amizade, nutrir o amor todos os dias pelas pequenas coisas da vida requer manutenção. Mas é um trabalho que vale a pena, não fosse a ausência do Amor na vida o maior sofrimento do ser humano.

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