11/02/2021

NEW REFLECTIONS | Os Media e a Liberdade



    
A maneira como vemos o mundo é fortemente influenciada pelos meios de comunicação e pelas fontes onde procuramos a informação. Se outrora a informação para as massas foi um movimento monumental no acesso ao conhecimento, nos dias de hoje a internet supera-o com grandiosidade.

    Num mundo sem internet e sem a liberdade e facilidade quer de acesso quer de publicação de peças de informação como o que hoje encontramos, todo o conhecimento que o cidadão comum detêm acerca do mundo resume-se ao que é transmitido por livros, jornais e televisões, visões muito condicionadas e quase censuradas para obter o máximo de atenção e lucro. O sensacionalismo, a preferência de assuntos em detrimento de outros porque uns são mais favoráveis a parceiros e investidores, a necessidade de aprovação dos artigos pelos editores e o espaço físico (tamanho do artigo, num jornal ou tempo de antena, numa peça televisiva) disponíveis para os assuntos condicionam a qualidade e a variedade de problemas a que estamos expostos numa situação em que não temos poder de saber o que acontece em regiões mais longínquas do mundo. Verdadeiramente, os meios jornalísticos são a única janela para a atualidade mundial.

     Isto é um problema particularmente importante pois torna-se muito fácil o controlo de uma população, com isto significando, das suas ideias e intenções, se só lhes é mostrada parte do panorama total, apenas uma perspetiva. 

    Advinda a internet e a magnífica e aterrorizadora possibilidade de qualquer cidadão comum expor as suas ideias e opiniões e que estas possam ser lidas, vistas, compreendidas ou assimiladas por milhões de pessoas por todo o mundo. A hierarquização continua, é fulcral que continue: artigos publicados em jornais e revistas editados são mais prestigiados e mais confiáveis por uma questão de segurança e veracidade da informação que consumimos, apesar de este prestígio poder trazer outros problemas. Contudo, a verdadeira revolução é a possibilidade de casos e assuntos menos lucrativos e menos sensacionalistas saírem para o público geral e gerarem atenção, conduzindo a  novos pontos de vista, novos interesses, ações em novas causas antes negligenciadas e uma mudança gigante em termos de desenvolvimento intelectual dos cidadãos no que diz respeito à sua liberdade de escolha. Não somos livres, há sempre e cada vez mais e mais inventivas técnicas de marketing e propaganda. Mas somos mais livres. 

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